terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Google Wave não morreu...

(últimas ondas de vida...)

Rodrigo Vitulli

... ou foi assassinado, como dizem. Ele mora em nossos corações e por isso nunca deixará de existir. Errrrrrr. Não, esse pode ser um dos motivos, mas não é por isso que eu decreto o não óbito da ferramenta. Ou melhor, virtualmente ele deixou de existir, mas sua essência não. ‘Ta’ confuso, eu sei, mas explico:

Minha opinião é a mesmíssima do Google: “a ferramenta não atingiu a adesão que esperávamos”. E não mesmo, por um motivo que parece banal, mas as pessoas não estavam, e ainda não estão, preparadas para ele (agora é a hora que os geeks se sentirão vilipendiados). Logicamente uma parcela entendeu o potencial da ferramenta, que de complicada não tem nada.

A ambição da ferramenta não era pequena. Ela só queria dominar todos os meios de comunicação que web oferece. E fazia isso muito bem, claro, com inúmeros bugs e correções que qualquer versão beta necessita (talvez até um pouco {muito} mais que as outras), mas não o isentava do tremendo potencial. Qualquer um que já combinou um mero churrasco com os amigos do trabalho sabe o quanto é complicado aquela enxurrada de respostas, muitas delas respondendo a perguntas ainda do início de conversa; uma confusão que não agilizava em nada o processo. Qualquer um que usou minimamente o Wave sabe da facilidade em percorrer o mesmíssimo processo sem os infortúnios de mensagens desconexas e amigos retardatários. Simples, direto e assustador.

Qualquer mudança exige um período de adaptação delicado e variável. O Google sabe disso muito bem e me decepciona um pouco com uma atitude tão radical. Se fosse só essa funcionalidade, a de marcar encontros de maneira ágil e direta, vá lá que não valesse manter servidores dedicados à ferramenta, mas as inúmeras possibilidades que o Wave oferece vão muito além disso, sem contar a facilidade de anexar qualquer aplicativo à qualquer conversa ativa.

O Wave é uma revolução silenciosa sem revolucionários. Por ser atrelado à conta Google e por estratégias de marketing errôneas (do tipo limitar os convites de acessos), talvez não tenha se difundido. Ainda sonho com um “wave universal”, que integre qualquer conta... Fica a diga a única empresa capaz disso hoje: Facebook, Inc.

Agora... Engana-se quem aposta que o legado de Wave tenha ido para o beleléu. Dá uma olhada no seu G.docs (tá, agora to falando com os geeks) e vê lá a última ferramenta de compartilhamento em tempo real que os danadinhos deixaram lá! Quando você menos esperar todas as funcionalidades estarão todas integradas de novo; ai você vai perceber como o Google é genial, sem se dar conta que os danadinhos haviam sido geniais há mais tempo e era você que não estava preparado.

Programadores!, a parte central dos códigos e os protocolos do Wave estão abertos e disponíveis. Se eu não fosse um zureta com os números, aproveitaria esse filão.

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